Aspirina e coração: quando ela é realmente indicada?
A aspirina é amplamente usada para proteger o coração, mas será que ela é indicada para todo mundo? Entenda quando esse medicamento é realmente necessário e quando pode representar mais riscos do que benefícios.
Durante muito tempo, a aspirina foi considerada uma aliada quase universal na prevenção de infartos e outros eventos cardiovasculares. Mas o que os estudos mais recentes mostram é que esse medicamento precisa ser usado com cautela, e com indicação médica bem definida. Neste post, vamos esclarecer quando a aspirina ainda é recomendada para o coração, quais os riscos do uso indiscriminado e o que mudou nas diretrizes de cardiologia nos últimos anos.
Aspirina: o que é e por que foi tão usada na cardiologia
A aspirina (ácido acetilsalicílico) tem ação anti-inflamatória e antiplaquetária, ou seja, ajuda a evitar a formação de coágulos que podem causar infarto ou AVC. Por esse motivo, por décadas foi indicada rotineiramente para prevenir eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas acima dos 50 anos.
O que mudou nas diretrizes?
Estudos mais recentes mostraram que o uso da aspirina em pessoas sem histórico de doenças cardiovasculares (o chamado uso primário) pode trazer mais riscos do que benefícios. O principal risco está relacionado a sangramentos, especialmente gastrointestinais ou cerebrais.
Hoje, a recomendação é individualizar a conduta:
Uso indicado: pessoas que já tiveram infarto, AVC, angina, ou passaram por angioplastia ou cirurgia cardíaca.
Uso a ser avaliado com cuidado: pessoas com muitos fatores de risco, mesmo sem histórico de eventos.
Uso não recomendado: pessoas sem histórico nem alto risco cardiovascular.
E antes de cirurgias, devo suspender?
Essa é uma dúvida comum no consultório. O uso contínuo de aspirina deve sempre ser avaliado antes de procedimentos cirúrgicos ou odontológicos. Em alguns casos, o risco de sangramento é maior do que o benefício de manter o medicamento. Em outros, suspender pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares.
A decisão é sempre médica e individualizada.
Conclusão
Aspirina pode salvar vidas, mas também pode trazer riscos se usada de forma inadequada. Nunca tome por conta própria, nem continue ou suspenda sem a orientação do seu cardiologista. Cada coração tem sua história, e o cuidado precisa ser personalizado.
Agende sua consulta com a Dra. Maria Carolina e receba uma avaliação individualizada do seu risco cardiovascular.
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